Cinco mulheres tiveram suas vidas interrompidas em Santa Catarina entre os dias 20 e 28 de outubro. Por trás de cada caso, famílias atingidas e um vínculo em comum: os envolvidos eram companheiros ou ex-companheiros das vítimas, conforme o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Os registros ocorreram em Ipira, Faxinal dos Guedes, Vargem, Cocal do Sul e Indaial. Para o MPSC, a sequência reproduz características identificadas pelo Mapa do Feminicídio, lançado em março, e reforça a urgência de reconhecer situações de risco antes de um desfecho irreversível.
O levantamento aponta que, em 45,8% dos casos analisados, o término do relacionamento foi identificado como fator desencadeador da agressão fatal. O dado revela a dimensão de uma realidade preocupante: a decisão de encerrar uma relação pode ser acompanhada pelo aumento do risco de violência.
A promotora de Justiça Chimelly Louise Resenes Marcon, coordenadora-geral do NEAVIT, destaca que a lógica de controle e posse sobre a mulher aparece por trás desses episódios. Nenhum relacionamento retira o direito de decidir sobre a própria vida.
Segundo ela, responsabilizar os agressores é necessário, mas a proteção precisa chegar antes. Isso exige comunicação rápida e atuação integrada entre assistência social, saúde, educação, segurança pública e sistema de justiça.
O estudo também aponta dificuldades de acesso a serviços especializados em municípios menores. Capacitar equipes locais e fortalecer a rede de atendimento são medidas defendidas pelo MPSC para identificar os sinais e interromper ciclos de violência.
Que medidas precisam avançar para proteger as mulheres? Acompanhe a cobertura do JBTV e participe desse debate.
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