segunda, 14 de setembro de 2026
Camboriú 
14/09/2026 | 10:37

AeroPark Camboriú prevê investimento de R$ 1 bilhão e nova estrutura para aviação executiva no Sul

O litoral norte catarinense é um dos destinos que mais crescem no Brasil. Balneário Camboriú recebe até 2 milhões de visitantes por temporada - crescimento de 1.337% em relação à população fixa de 139 mil habitantes. A taxa de ocupação hoteleira chegou a 89,6% em fevereiro de 2025, a maior dos últimos cinco anos. E 36,5% dos visitantes já são estrangeiros.
 
Mas toda essa movimentação chega quase exclusivamente por terra. A BR-101 está saturada. O turista de alta renda não tem infraestrutura aérea executiva à altura do destino que escolheu.
Esse gargalo está prestes a ser resolvido.
 
Uma corrida que está apenas começando
 
O litoral norte catarinense desponta como o novo polo da aviação executiva no Sul do Brasil. Dois projetos privados de grande porte avançam simultaneamente na região e o AeroPark Camboriú é o mais ambicioso: R$ 1 bilhão de investimento, aproximadamente 250 hangares corporativos e um complexo multissetorial que vai muito além do aeroporto.
 
"A dificuldade de locomoção para chegar até a região foi o que motivou a ideia. Nosso aeroporto vai contemplar toda a região Sul", afirma Valmir Tartari, diretor presidente do AeroPark.
 
Não é exagero. O Brasil é o segundo maior mercado de aviação executiva do mundo, com mais de 11.239 aeronaves registradas e crescimento de 6,5% nos últimos anos. O mercado latino-americano de jatos executivos deve atingir US$ 1,31 bilhão até 2029. E o Sul do Brasil - apesar de concentrar uma das maiores frotas executivas do país - ainda carece de infraestrutura aeroportuária privada à altura dessa demanda.
 
O projeto
Com área de 2,2 milhões de metros quadrados, o AeroPark Camboriú nasce como um ecossistema completo - não apenas um aeroporto. O complexo prevê aproximadamente 250 lotes para hangares corporativos, de 640m² a 2.880m², distribuídos em três condomínios conectados à mesma pista de 1.400 metros, expansível até 1.600 metros. Operação 24 horas, balizamento noturno e abordagem por instrumento garantem versatilidade para receber aeronaves dos mais diversos tipos e perfis.
 
"Foi feito um complexo multissetorial, não somente a pista executiva, mas um parque de negócios. Os hangares não serão residenciais - a ideia é corporativa", explica Adão Moraes, arquiteto e urbanista do projeto.
 
Ao redor do aeroporto, o projeto prevê setor comercial e empresarial, parque tecnológico, rede hoteleira, condomínios residenciais de luxo e área para um futuro shopping center de 42 mil metros quadrados.
 
Mobilidade que transforma o entorno
A proposta do AeroPark vai além de pousar e decolar. Quem chega ao complexo poderá se deslocar de carro ou helicóptero pela região sem precisar acessar a BR-101 - mobilidade integrada do hangar ao destino.
 
Camboriú reúne atributos estratégicos que poucas cidades brasileiras têm: proximidade com o Porto de Itajaí - um dos mais movimentados do país-, acesso direto à BR-101 e posição central no litoral norte catarinense. O projeto conta com o apoio institucional da Prefeitura de Camboriú, que já recebeu o Memorando de Intenções e trabalha no futuro da região - o que já chamam de Nova Camboriú.
 
Antes mesmo de sair do papel, o AeroPark já movimenta o mercado: a especulação imobiliária na região cresceu. Em entrevista à Jovem Pan News Florianópolis, o diretor comercial Everton Tomasi reforça que este hub logístico não será apenas uma pista para pousos e decolagens. "Vamos ter novos bairros no entorno, novos espaços para galpões logísticos - preciso criar um ecossistema para atender tudo que iremos transformar no local."
 
Tomasi salientou ainda as possibilidades de investimento nos condomínios aeronáuticos. "Pode hoje olhar para o AeroPark Camboriú quem está na operação, quem tem uma aeronave que precisa guardá-la, pode ser o cara que tem uma oficina, ou você pode só comprar um lote para a construção do hangar e alugar, arrendar. Existem várias formas de investimento em um condomínio aeronáutico como o nosso."
As obras de terraplenagem estão previstas para o primeiro semestre de 2027, com operação plena até 2030. O empreendimento é inteiramente privado, liderado pela VexCapital com investidores do Sul do Brasil.
 
Camboriú sempre esteve do outro lado da BR. Agora, está no radar de quem olha para o céu - e de quem quer chegar ao litoral catarinense com a mobilidade que esse destino merece.

JORNAL IMPRESSO
11/09/2026
04/09/2026
28/08/2026
21/08/2026

PUBLICIDADE
+ VISUALIZADAS