O MDB chega à reta final do segundo turno dividido entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto 17 diretórios estaduais declararam apoio a Flávio, outros dez decidiram apoiar Lula. A divisão também envolve disputas por cargos e influência no Congresso em 2027.
O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, anunciou apoio a Flávio no dia 13 de outubro. Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul estão entre os estados favoráveis ao candidato do PL. Já diretórios do Norte e Nordeste, como Bahia, Ceará e Pernambuco, permanecem com Lula.
Nos bastidores, o MDB tenta garantir posições estratégicas na Câmara. O partido firmou acordo com outras sete legendas para manter um bloco de 252 deputados e apoiar a possível reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Casa.
O PL, que elegeu 121 deputados e terá a maior bancada da Câmara em 2027, também participa das articulações. A disputa envolve o comando da Casa, cargos na Mesa Diretora e presidências de comissões. A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027.
O resultado do segundo turno, em 25 de outubro, poderá redefinir a força dos grupos dentro do MDB. Uma vitória de Lula fortaleceria a ala governista, enquanto uma vitória de Flávio ampliaria o poder de negociação da direção nacional. Nos dois cenários, o partido busca preservar sua influência política.
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