A corrida pelas duas vagas ao Senado em Santa Catarina começa a ganhar contornos mais claros, e a rejeição aparece como o principal fator de risco — especialmente no segundo voto, decisivo nesse tipo de eleição.
A pesquisa aponta amplo protagonismo do PL, com Carolina De Toni e Carlos Bolsonaro largando como favoritos entre o eleitorado bolsonarista. Mas os números mostram que não basta mobilizar torcida: vence quem consegue somar sem estourar o teto da rejeição.
Carolina De Toni lidera no primeiro voto, cresce no segundo e apresenta rejeição mínima. Em uma eleição de dois votos, esse conjunto praticamente garante meio caminho andado rumo a uma das vagas. Um dado relevante: o eleitor da deputada pouco se importa com eventual troca de partido, o que amplia ainda mais seu alcance.
Carlos Bolsonaro também começa forte, mas enfrenta o peso da polarização. A rejeição elevada limita seu desempenho no segundo voto, tornando sua campanha dependente de forte nacionalização, discurso emocional e do esforço para não carregar o rótulo de “forasteiro” em Santa Catarina.
Na margem, aparece Esperidião Amin, o veterano que nunca sai do jogo. Não lidera, mas carrega um ativo importante: baixíssima rejeição. Em disputas para o Senado, esse perfil costuma crescer ao longo da campanha, o que mantém Amin vivo na corrida.
Já a esquerda surge travada pela rejeição e com dificuldade de romper bolhas eleitorais. Ainda assim, é justamente nesse eleitorado fiel que pode estar a estratégia: unificar forças para tentar abocanhar uma das vagas.
O cenário indica que a disputa pelo Senado em Santa Catarina será menos sobre quem grita mais e mais sobre quem consegue somar votos sem perder pontes.