sexta, 31 de julho de 2026
Política
28/12/2025 | 04:33

Pesquisa mostra cenário confortável para Jorginho Mello e deixa oposição sem rumo em Santa Catarina

A mais recente pesquisa do instituto Neokemp indica que o governador Jorginho Mello começa o caminho rumo a 2026 com ampla vantagem e clima de controle do jogo político em Santa Catarina.
 
Realizado nos dias 22 e 23 de dezembro, o levantamento ouviu 1.200 eleitores em 95 cidades do Estado por meio da metodologia URA. Em todos os cenários testados, Jorginho aparece liderando com índices entre 41% e 45% das intenções de voto, patamar que hoje praticamente neutraliza o debate sobre segundo turno.
 
Além da intenção de voto, outro dado chama atenção: a aprovação do governo. Quase dois terços dos catarinenses avaliam positivamente a gestão, com a soma de “ótimo” e “bom” se aproximando de 60%, reforçando a largada tranquila do atual governador.
 
No cenário em que o prefeito de Joinville, Adriano Silva, aparece como possível candidato, Jorginho lidera com 41,3%, seguido por João Rodrigues (20,1%), Décio Lima (14,6%), Adriano Silva (9,6%) e Afrânio Boppré (2,9%). Brancos, nulos e indecisos somam 11,5%.
 
Em outro cenário, Jorginho mantém a dianteira com 42,7%, seguido por João Rodrigues (24%), Carlito Merss (8,9%) e Afrânio Boppré (6,1%).
 
A leitura regional mostra força consolidada do governador no Vale do Itajaí, Norte e Sul do Estado. O principal foco de resistência aparece no Oeste, onde João Rodrigues concentra seu capital político, mas ainda enfrenta dificuldades para ampliar presença em outras regiões.
 
Outro ponto de atenção revelado pela pesquisa está entre os indecisos, especialmente no eleitorado feminino, que chega a 15%. Um grupo menos ideológico e mais sensível ao cenário econômico, capaz de influenciar o desfecho ainda no primeiro turno.
 
O cenário desenhado até agora indica uma eleição de continuidade, com foco na gestão e pouco espaço para rupturas. Para a oposição, o desafio é claro: sair da bolha regional e apresentar algo que convença o eleitor a trocar um governo bem avaliado.

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