quarta, 13 de maio de 2026
Brasil
31/07/2025 | 09:00

Imóvel de R$ 22 milhões da família do ministro Barroso pode ser afetado por sanções nos EUA

Um apartamento de luxo pertencente à família do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, pode ser afetado por sanções do governo dos Estados Unidos, caso a aplicação da Lei Magnitsky seja estendida a outros membros da Corte e seus familiares. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 22 milhões (US$ 4,1 milhões), está localizado em Brickell, uma das áreas mais nobres de Miami, e pertence a uma empresa offshore atualmente controlada pelo filho do ministro, Bernardo Van Brussel Barroso.
 
A preocupação surgiu após o anúncio, na quarta-feira (30), de que o ministro Alexandre de Moraes foi incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky, mecanismo que permite ao governo americano impor restrições a indivíduos acusados de envolvimento em violações de direitos humanos ou corrupção. Embora Barroso ainda não esteja entre os sancionados, ele e outros ministros já tiveram seus vistos americanos suspensos.
 
A propriedade está em nome da empresa Telube Florida LLC, criada em 2014 com apoio da consultoria Barbosa Legal. Inicialmente, a offshore era registrada em nome de Teresa Cristina Van Brussel, esposa de Barroso, falecida em 2023. Atualmente, o controle está com Bernardo Barroso. O nome da empresa é uma junção das sílabas de Teresa, Luna (filha do casal) e Bernardo.
 
O edifício onde se localiza o apartamento tem vista para o mar e fica em uma área conhecida por abrigar imóveis de diversas autoridades brasileiras, como o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa. As informações foram obtidas por meio de registros públicos do Condado de Miami.

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